domingo, 22 de julho de 2007

por Beatriz Caetana - Cruzeiro



O que "eles" dizem sobre o Jornalismo Gonzo

Durante esses dois, quase três meses, tenho feito coisas para compor o meu querido e adorado TCC. Faço entrevista, leio livros para escrever os capítulos. Capítulos esses que estão saindo com esforço, mas estão saindo. O primeiro foi sobre o assunto abaixo: o cinema e o contexto do gonzo, o exemplo do Super Size Me.

No começo, quando fiz minha primeira entrevista, com o já formado jornalista André Julião, estava um pouco perdida com os novos caminhos que teria de tomar para continuar no meu tcc, pois tinha acabado de passar por uma pré-banca e meus nervos estavam saltando da pele. Depois da tempestade da pré-banca, voltei ser a menina de sempre, menos nervosa e focada na segunda parte da pesquisa: as entrevistas. Foi aí que tudo começou!

Como foi dito e descrito, o André Julião foi meu primeiro entrevistado. E me ajudou a ter mais certeza de que é difícil encontrar estudos que definam essa linguagem tão pouco utilizada. Mas não parou por aí, o probelma estava mais embaixo. E todos os meus três entrevistados disseram a mesma coisa, a falta de TALENTO para escrever no estilo gonzo.

O Cardoso, um dos caras mais conhecidos por divulgar o gonzo me disse isso: "Não dá pra exigir que TODO jornalista seja um bom GONZO JORNALISTA". Esse fato também foi comentado por um dos criadores da revista Zero, o André Petillo. A falta de talento ainda é o grande empecilho para que essa prática seja usada com mais frequência nos veículos jornalísticos no Brasil.

O mais engraçado é que mesmo com essa falta de talento, as pessoas, digo, os jornalistas nem tentam fazer uma coisa nova. Se eles tentassem, quem sabe as coisas poderiam ser diferentes.


Com esses três caras, fiquei mais tranquila em dar continuidade na minha pesquisa. Os próximos entrevistados estarão por aí...hehehe.





Beatriz Caetana
graduanda em Jornalismo
msn: biacramos@hotmail.com

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